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HISTÓRIA (SERIGAL) SISTEMA DE AVIAMENTO
(Seringal)
Sistema de Aviamento
AVIAR= fornecer mercadoria a alguém em troca de outro produto.
O Escambo era usual nas relações de troca, as negociações eram efetuadas sem a intermediação do dinheiro. Era baseado no endividamento prévio e contínuo do seringueiro com o patrão a começar pelo fornecimento das passagens, antes mesmo de produzir a borracha, o patrão lhe fornecia todo o material logístico necessários à produção e à sobrevivência do seringueiro. Portanto, começava aos trabalhos já endividado. Nessas condições era quase impossível o seringueiro se libertar do patrão.
Sociedade:
Seringal é uma unidade produtiva de borracha, local onde travavam as relações sociais de produção. Barracão: sede administrativa e comercial do seringal é onde reside o seringalista, dono do meio de produção de borracha.
Colocação: é a área do seringal onde a borracha é produzida e as "estradas" de seringas. Um seringal possui várias colocações, nesta área está localizada a tapera do seringueiro.
Varadouro: pequenas estradas que liga o barracão às colocações entre si, um seringal a outro e os seringais à sedes do centro. Através desses trechos passavam os comboios que traziam mercadorias para os seringueiros e levavam as pélas de borracha produzida para o barracão.
Gaiola: navio que transportava nordestinos de Belém a Manaus para os seringais do Acre.
Brabo: migrante novato no seringal que necessitava aprender as técnicas do corte e se acostumar e se aclimatar à vida na floresta.
Seringalista: coronel de barranco, dono do meio de produção no seringal que recebia financiamento das Casas Aviadoras.
Seringueiro: o produtor direto da borracha, é ele quem extrai o látex da seringueira, faz a coleta e a defumação na produção da péla da borracha.
Gerente: "braço direito" do seringalista, ele que inspeciona todas as atividades no seringal.
Guarda-livros: é o responsável por toda a escrituração do barracão ou seja registrava tudo que entrava e saia.
Caixeiro: coordenava o armazém de víveres e do depósito da borracha ao seringalista.
Comboieiros: são os responsáveis por levar as mercadorias aos seringueiros e trazer as borrachas ao patrão para o barracão.
Mateiro: é o responsável por identificar as áreas de floresta que continha o maior número de seringueiras.
Toqueiro: é o responsável por abrir as estradas, chamadas de picadas.
Meeiro: é o seringueiro que trabalhava para outro seringueiro, não vinculando ao seringalista.
Regatão: é um negociante fluvial que vendiam mercadorias ao seringueiro a um preço mais barato que o do barracão.
Caçadores: abastecia o seringalista com carne de caça.
Adjunto: ajuda mútua entre os seringueiros no processo produtivo.
Havia alta taxa de mortalidade no seringal, doenças, picadas por peçonhas (cobras venenosas) e parca alimentação. Os seringueiros em sua maioria eram analfabetos.
A agricultura no seringal era proibida, o seringueiro não podia dispensar tempo com atividades que não fosse o corte da seringa e era obrigado a comprar produtos com os preços exorbitantes no barracão.
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