Um morador do município do Jordão, com sintomas da Covid-19, decidiu procurar nesta quarta-feira, 12, o consultório que trata os casos da doença, localizado na escola Bernardo Abdon da Silva. Ele foi atendido pelo médico, fez um teste rápido que deu positivo e em seguida, retornou ao médico, e foi receitada a medicação.
No receituário médico que o ac24horas teve acesso, onde o denunciante, temendo represália, pede para que não seja identificado, o seu nome e o do profissional que o atendeu, foram receitados Complexo B, Vitamina C, Dipirona, Azitromicina, que não havia no local, e Dexametasona.
O paciente conta que após pegar os remédios foi para casa, conforme orientado pelo médico. “Eu peguei os medicamentos e fui pra casa. Aí quando tomei a primeira dose deste medicamento senti um gosto estranho. Fiquei curioso e fui olhar a data de validade e tomei um susto quando vi que o medicamento estava vencido. Isso é um absurdo. Você tá doente, procura atendimento e recebe um medicamento vencido que pode te fazer mal”, afirma.
O medicamento Acetazona, que tem como princípio ativo a dexametasona, é um tipo de corticoide que tem potente ação anti-inflamatória, sendo muito utilizada para tratar diferentes tipos de alergias ou problemas inflamatórios do corpo, como artrite reumatoide, asma grave ou urticária, por exemplo.
O ac24horas entrou em contato com Oscar Sérgio de Menezes, secretário de saúde de Jordão, que admitiu a entrega de remédios vencidos, mas garante que providências estão sendo tomadas. “Realmente esse fato aconteceu, a gente não tem como ter controle de tudo que acontece na secretaria, mas assim que soube pedi para a pessoa que tá responsável pelo setor retirar todos os medicamentos vencidos. Pedi também à vigilância sanitária ir hoje ao almoxarifado da farmácia fazer um levantamento de todos os medicamentos. Quem despachou o medicamento não teve atenção necessária e estamos comunicando a população de quem pegou o remédio vencido, retornar para receber um novo medicamento dentro da data de validade”, disse o secretário.
Por Ac24horas
Em sua tradicional live das quintas-feiras, o presidente Jair Bolsonaro decidiu ironizar governadores. Alvo de críticas por causa do aumento do preços dos combustíveis, Bolsonaro explicou que a alta se dá, sobretudo, por causa do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cuja taxa é definida por cada governador. Por causa disso, o presidente “desafiou” os governadores a abrirem mão do imposto e também explicou como funciona a logística que encarece o produto. – O imposto federal é R$ 0,74, mas, no fim da linha, chega a quase R$ 7. Aí tem o frete, a margem de lucro dos postos e o grande mistério que é o ICMS, um percentual que os governadores cobram em cima do preço final da bomba. E não na origem – afirmou. Bolsonaro disse que a mesma lógica se aplica ao gás de cozinha, que também tem prejudicado o bolso do consumidor. – A mesma coisa tenho falado do gás de cozinha. Arredondando pra cima, um botijão custa R$ 50. Na ponta da linha, está chegando a R$ 130. Eu zerei os im...

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