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Saúde alerta para avanço do sobrepeso infanto-juvenil no Acre


O sobrepeso é fator de risco para várias doenças, incluindo a Covid-19, e tem crescido entre os adolescentes do Acre. A pandemia, por outro lado, agravou a situação, segundo alerta da endocrinologista pediátrica, Catarina Souza, que atua na Fundhacre. 


Os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que em 2025, o percentual de obesidade na fase infantil chegará a 75 milhões no planeta. No Brasil, conforme as notificações do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, de 2019, mostram que 16,33% das crianças brasileiras entre cinco e dez anos estão com sobrepeso. 


Há muitas consequências negativas que excesso de peso em meninos e meninas pode acarretar, entre eles, problemas nas articulações, desequilíbrio emocional, sendo eles, a depressão e ansiedade, sobretudo se associados ao bullying e o cyerullying, respectivamente, violência verbal e física que traz consequências irreparáveis na autoestima das crianças; as imagens ofensivas, mensagens intimidadoras, provocativas e discriminatórias são responsáveis por tristeza, isolamento e medo. 


Na Fundhacre, a endocrinologista pediatra atende bebês e crianças com alterações hormonais e acompanha as principais doenças relacionadas a baixa estatura, obesidade, puberdade precoce, diabetes, alterações nos hormônios da tireoide, hipertensão e alterações na produção de hormônios e metabolismos dos ossos. 


A profissional atendeu em 2020 mais de 240 pacientes, de janeiro a agosto, e neste ano, os atendimentos foram retomados, e ocorrem gradualmente na unidade. 


A família tem um papel fundamental na saúde das crianças, e no estilo de vida delas, isto é, atividades físicas, refeições equilibradas e horas moderadas nas telas dos tablets, esse conjunto serão responsáveis pelo bem-estar na fase infantil, evitando que futuramente, haja malefícios no processo de crescimento. 


Fonte: Agência de Notícias do Acre

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